Dom23042017

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Por Detrás das Críticas, os Motivos

por-detras-das-criticas-os-motivosA palavra crítica vem do grego crinein que significa separar, julgar. A crítica é uma avaliação que julga o mérito estético de uma obra de arte, a lógica de um raciocínio, a moralidade de uma conduta, ou seja, é a arte de julgar uma obra de caráter intelectual, artístico ou literário bem como um juízo moral ou intelectual.

Nos deparamos continuamente na mídia e também fora dela com o trabalho de críticos profissionais em áreas de especialidades tais como: política, esportiva, religiosa, econômica, literária, das artes, do cinema, do teatro, etc... onde suas avaliações são produzidas à partir de conhecimentos específicos de uma determinada obra ou teoria. Isso permite que pessoas com menos tempo, informação ou conhecimento avaliem se querem ou não ler um livro, assistir a uma peça, ver um filme ou palestra, etc...

Mas o trabalho dos chamados críticos profissionais não para por aí, pois eles são também formadores de opinião por excelência e é aí que reside um perigo devastador, pois nos deparamos com inúmeras críticas tendenciosas, corrompidas, encomendadas, sem base, sem critério e sem seriedade.

Mesmo em críticas com critérios científicos e objetivos percebe-se manipulação. Como a grande maioria das pessoas age como meras estações repetidoras ambulantes, sem filtrar, analisar ou refletir nada, este pensamento coletivo norteia comportamentos e tendências, sendo cada vez mais usados “comercialmente” e por governos de uma forma geral.

E a avaliação positiva dos críticos sofre grande pressão e persuasão de todos os lados pois dependendo da situação eles tem o poder de arruinar ou levantar produtos e pessoas sem necessariamente fazerem uso de nenhuma ética ou decência.

Este não é um privilégio do nosso século, foi e provavelmente será sempre assim pois é da própria natureza humana a busca de poder e manipulação. Alguém já dizia que a realidade proporciona um conhecimento que permite uma decisão que gera uma ação que modifica a realidade. Matemático demais não acha?

Parece um raciocínio completo e funcional, mas procurar determinar os limites do entendimento humano (criticismo) é cruel e ingênuo, precisamos aceitar que:

  • - Não temos todos os fatos
  • - Não temos todos os sentimentos
  • - Não entendemos todas as nuâncias
  • - Não representamos todos os gostos
  • - Não previmos todas as consequencias
  • - Não percebemos todos os fatores envolvidos
  • - Nossa visão não é confiável nem segura o bastante

Ao pensar, perceber, se posicionar, discordar, estamos exercendo o papel de análise e prospecção que nos foi dado pelo altíssimo e que se contrapõe diretamente aquela estação repetidora mencionada acima e deve ser estimulado ao máximo;

Amados, sempre existirá uma maneira certa e outras erradas de se fazer algo e o ponto de minha reflexão aqui é avaliar os motivos de nossas atitudes muito mais do que a ação em si, sabendo que seremos julgados não tanto pelas nossas atitudes mas pelas razões e finalidades que nos movem.

Tomando I Coríntios 13, como um verdadeiro aferidor de motivos poderemos perceber a finalidade de nossas ações, este é um lindo texto das escrituras mas também um dos mais duros e severos pois nos mostra que toda obra que não motivada pelo amor é considerada vazia e vã.

O Exemplo de Miriam

Este texto nos dá o exemplo de que o motivo pode ficar escondido em nossas palavras e ações, mas é ele que será levado em conta ao sermos julgados por Deus.

“E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita” – Números 12:1

Falaram contra Moisés... Isto foi cruel pois por certo era com eles que Moisés mais contava para ajudá-lo em seu ministério e governo.

E Miriã foi quem liderou esta rebelião por assim dizer, mas Miriã (irmã de Moisés) não era má pessoa, ela amava Moisés. Sabemos que foi ela quem colocou Moisés no cesto para salvá-lo de Faraó, foi ela também que cuidou para que Moisés fosse cuidado pela própria mãe quando no palácio da filha de faraó, foi ela quem liderou o cântico de vitória após a travessia do mar vermelho pelo povo e a destruição do exército de faraó.

No entanto no verso 1 eles criticaram sobre uma tal mulher Etíope (cuxita), o estranho aqui é que a mulher de Moisés chamava-se Zipora que era midianita, mas o texto fala desta mulher cuxita tomada por Moisés provavelmente após a morte de Zipora, ninguém sabe, mas o que importa aqui é que Miriã e Arão não gostaram da escolha de Moisés.

“E disseram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu” – Números 12:2

Aqui percebe-se claramente que o foco não é mais a mulher Etíope (cuxita), e talvez nunca tenha sido, mas sim a proeminência e reconhecimento de Moisés perante o povo, este era o real motivo do “motim”.

“E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” – Números 12:3

“E logo o SENHOR disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três. Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram. E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se” – Números 12:4-9

Amados, nossa justiça deve exceder e em muito a dos fariseus, não o que fazemos mas por que fazemos e disto prestaremos conta.

Seguir a Cristo não é nos preocuparmos em não fazer certas coisas, isto somente nos despista, melhor pensarmos em deixar de fazer outras entendendo que são destrutivas e malignas no seu conteúdo por isto devemos com freqüência tomar tempo para sondar os nossos corações e nos certificar dos nossos motivos e motivações muito mais do que em nossos achismos e opiniões.

“De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim” Tiago 3:10

Por detrás da crítica, certifique-se dos seus reais motivos, faça diferença, abençoe!

 

 

Em Cristo,

marcos-teixeira

 

Prateleira

Este é o homem a quem olharei...

0-este-e-o-homem-a-quem-olharei

"Treme da minha palavra...", Isaías 66:1-2

Como isto te parece? O Altíssimo, busca atentamente algo nos homens, algo cujo valor transcende as iguarias dos príncipes desta terra.