Dom24062018

Agostinho

agostinhoAgostinho foi um dos maiores nomes na história da Igreja cristã. Ele era um tição arrancado do fogo, como o próprio Paulo, podero­so troféu do Espírito Santo. Nasceu em Tagasta, África (atual Souk-Ahras, Argélia), em 13 de novembro de 354, e morreu em Hipona, África, em 28 de agosto de 430. Seu pai era pagão, mas sua mãe, Mônica, era cristã de maravilhosa beleza de caráter e profundidade de fé. Quando jovem, Agostinho foi treinado para a carreira da retórica. Ele viveu em pecado com uma moça que lhe deu um filho, a quem era profundamente dedicado, dando-lhe o nome de Adeodato. "dado por Deus". Durante esses anos de vida licenciosa, sua mãe nunca deixou de orar e se esforçar pela conversão dele. Foi a ela que o bispo de Tagasta fez a célebre observação, que tem consolado tantas mães ansiosas, que "um filho de tantas lágrimas não pode ser perdido'.

Quando seguia sua profissão de retórica em Milão, Agostinho pôs-se sob a influência de Ambrósio, bispo de Milão, e foi levado à vida cristã. Mas ele estava tão enredado na sensualidade, que se es­quivava de sacrifício que envolvesse uma confissão de fé. Depois de intensas lutas espirituais, descritas graficamente na sua obra Confis­sões, Agostinho finalmente achou Cristo e a paz. Em 396, foi feito bispo da sede episcopal de Hipona, na África. Daí em diante, tornou-se uma das grandes figuras da Igreja daqueles tempos, na verdade, de todos os tempos. Sua mente poderosa criou uma série de livros, sendo o maior deles A Cidade de Deus, obra vasta na qual ele procu­ra vindicar o Cristianismo e concebe a Igreja como uma ordem nova e divina que surge das ruínas do Império Romano. Engajou-se em muitas controvérsias, sendo a mais importante a controvérsia com Pelágio e os pelagianos. Contra Pelágio, que afirmava ser o pecado de Adão puramente pessoal, e afetava só a ele, Agostinho defendeu a doutrina do pecado original, que os homens herdam de Adão uma natureza pecadora e. assim, estão sob condenação. Agostinho é acla­mado por todas as escolas da Igreja Crista, e tanto católicos quanto protestantes o consideram, ao lado do apóstolo Paulo, como o gran­de mestre em relação ao significado do pecado e ao passado da natureza humana.

Seu sermão sobre "As Dez Virgens" é um interessante tratado de um dos grandes temas de púlpito: a Segundo Vinda de Cristo. Espe­cialmente belas são as palavras finais: "As nossas lâmpadas alumiam entre os ventos e as tentações desta vida. Mas deixemos que nossa chama queime fortemente, que o vento da tentação aumente o fogo, em vez de apagá-lo".

“Filósofo e estudioso de religião, Agostinho produziu trabalhos, principalmente suas “Confissões” e sua “Cidade de Deus”, que são clássicoa tanto na filosofia da religião quanto na doutrina cristã. Nascido na Argélia, ele estudou em Cartago, Roma e Milão antes de retornar ao Norte da África onde fundou um monastério. Foi ordenado Bispo de Hippo Regius em 395.

No cerne da filosofia de Agostinho, está a crença de que somente através da fé pode-se obter a sabedoria. Ele via filosofia e região como buscas para a mesma coisa – a verdade – mas, nesta busca, a primeira é inferior à última. O filosófo sem fé nunca poderia obter a verdade máxima, a qual para Agostinho era a beatitude, ou “a satisfação da verdade”. Embora o raciocínio sozinho pudesse obter algumas verdades, Agostinho sustentava que o pensamento racional fosse o servo da fé.

Um dos textos favoritos de Agostinho, retirado de Isaías dizia que “a menos que tu acreditas, tu não compreenderás”. Deve-se acreditar para obter o entendimento. Esta ideia de Agostinho não foi uma mera escrava da doutrina cristã. De fato, na sua juventude ele tinha renunciado à religião, achando as escrituras intelectualmente insatisfatórias. Após converter-se ao Cristianismo, por volta dos 30 anos de idade, seu objetivo foi mostrar como a razão podia provar as doutrinas da fé. Esta foi a ideia que revelou sua filosofia.”

 

 

Acesse ao sermão: As Dez Virgens

 

 

 

 

 

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