Seg16092019

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O cérebro pós-decapitação

cerebro-pos-decapitacaoCérebro funciona até um minuto depois da decapitação.

Quase um minuto depois da cabeça de um rato ser separada do seu corpo, um estranho arrepio de ondas passa pelo cérebro do animal. Alguns pesquisadores acreditam que essa onda pós-decapitação marca a fronteira entre a vida e a morte. Mas o fenômeno pode ser explicado por mudanças elétricas que, em alguns casos, são reversíveis.

Se um mesmo tipo de ondas cerebrais acontece nos seres humanos e se é mesmo ligado à morte, o estudo pode ter implicações importantes. Um marcador poderia ajudar os médicos a decidir melhor quando diagnosticar a morte encefálica – conhecimento que poderia dar mais clareza aos entes queridos e também aumentar a doação de órgãos.

O estudo descreveu que esta onda de atividade elétrica no cérebro de ratos ocorre 50 segundos após a decapitação. Essa atividade cerebral parece ser a última fronteira entre a vida e a morte, ganhando o apelido de “onda da morte”.

Alguns neurologistas acreditam que a observação é real, mas a interpretação é especulativa. Em um novo estudo, esses especialistas criaram um modelo matemático de como uma célula nervosa se comportaria se o seu oxigênio e suas fontes de energia fossem subitamente cortadas. O modelo consiste em apenas uma célula com três tipos de canais que permitem a entrada e saída de partículas carregadas. Os espaços dentro e fora das células nervosas têm cargas elétricas desiguais, uma diferença que permite que os neurônios disparem os impulsos que eles usam para se comunicar.

Depois de uma parada abrupta de energia e fornecimento de oxigênio, os canais deixam de funcionar normalmente, causando um acúmulo de carga positiva no exterior da célula. Esse acúmulo leva a uma grande descarga de atividade elétrica cerca de um minuto após o início da simulação – a tal “onda da morte”.

A simulação, segundo os pesquisadores, se aproxima ao que se observa no cérebro de ratos. Esse comportamento das células poderia ser o início de um processo prejudicial, como o inchaço delas, mas não há nenhuma comprovação de que a onda significa que a célula nervosa morreu.

Como a onda não causa danos, a princípio é um processo reversível. Ela pode representar um evento no caminho para a morte, mas provavelmente não é a própria morte. Ainda há pesquisas sendo feitas para comprovar ambas as teorias.

 

[ScienceNews]

 

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