Seg22072019

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Como o Cérebro Escuta as Palavras

Cientistas decodificam como o cérebro escuta as palavras

Eletrodos no cérebro dos pacientes ajudaram a monitorar o fluxo sanguíneo, para então interpretar as palavras que estavam sendo ouvidas

como-o-cerebro-escutaCientistas americanos anunciaram nesta quarta-feira (01/02) que descobriram a forma com que o cérebro escuta as palavras. Os pesquisadores afirmam que este é um grande avanço para ajudar pessoas que sofreram paralisia ou derrame cerebral a voltar a se comunicar com os outros.

De acordo com a BBC, a técnica, chamada ressonância magnética funcional, consiste em colocar eletrodos no cérebro dos indivíduos submetidos ao estudo e, em seguida, pedir que escutem conversas. Dessa forma, os cientistas foram capazes de monitorar o fluxo sanguíneo cerebral, para então analisar, através de um computador especial, as frequências de som registradas. Por fim, decodificaram as palavras e reconstruíram quais delas estavam sendo ouvidas.

A tecnologia de ressonância magnética funcional tem se mostrado promissora para a identificação de palavras ou idéias que alguém pode estar pensando. Ao estudar os padrões de fluxo sanguíneo relacionados a imagens em particular, os pesquisadores mostraram que tais padrões podem ser usados para adivinhar as figuras que estão sendo pensadas naquele momento.

O cientista Brian Pasley e sua equipe, do Instituto de Neurociência Helen Wills da Universidade Berkeley da Califórnia, se concentraram em uma área do cérebro chamada giro temporal superior (STG, na sigla em inglês). Esta ampla região não auxilia apenas uma parte do aparelho auditivo humano, mas também é uma das áreas responsáveis que nos ajudam a diferenciar os sons que escutamos.

Ao identificar como e onde o cérebro registra os sons, os pesquisadores puderam gerar um mapa das palavras e recriá-las tal como foram escutadas. O truque foi desembaraçar o caos dos sinais elétricos nas regiões cerebrais STG dos pacientes.

"Quando essa zona particular do cérebro está sendo ativada, sabemos que corresponde aproximadamente a alguma frequência de som que o paciente está escutando naquele momento. Assim, pudemos criar um mapa que nos permite, até certo ponto, usar a atividade do cérebro para resintetizar o som pelas frequências que estamos adivinhando", declarou Pasley.

Os autores do estudo alertam que a idéia de traduzir um pensamento está cada vez melhor e mais próxima de se tornar realidade. No caso da pesquisa dos sons cerebrais, essa informação poderia ajudar os cientistas, algum dia, a determinar o que as pessoas que não podem falar fisicamente querem dizer.

 

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